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A Imunoistoquímica (IHQ) é um método diagnóstico que tem como objetivo detectar um antígeno tissular ou celular através da utilização de um anticorpo específico dirigido contra este componente celular .
A IHQ teve grande desenvolvimento a partir da década de 1970, quando foi possível demonstrar antígenos teciduais pela técnica de imunoperoxidase em tecidos fixados em formalina e incluídos em parafina. O desenvolvimento de anticorpos monoclonais propiciou enorme fonte de reagentes altamente específicos para a demonstração de vários antígenos teciduais e celulares, e o advento da recuperação antigênica foi um fato marcante na evolução da técnica. A IHQ tem revolucionado a prática da Anatomia patológica uma vez que além do inestimável auxilio ao diagnóstico de diferentes neoplasias tem permitido a identificação de diferentes tipos de marcadores ( enzimas,receptores,produtos de genes,etc.) que estão relacionados ao comportamento biológico das neoplasias .
A IHQ é influenciada por vários fatores, desde a fase pré-analítica (fixação e processamento dos tecidos), passando pela fase analítica (escolha de anticorpos primários e sistema de visualização), até a fase pós-analítica (interpretação dos resultados). A experiência do patologista com o método é fator relevante, pois ele interfere na escolha dos reagentes e anticorpos a serem usados em cada caso, analisa a qualidade das reações e interpreta os resultados da coloração. Além disso, o patologista integra os achados morfológicos com os resultados do estudo imuno-histoquímico, formulando o diagnóstico anatomopatológico final.
.As reações Imunoistoquímicas podem ser utilizadas nas mais diferentes situações dentro de um laboratório de Patologia cirúrgica. As mais importantes são:
1) Elucidação do tecido de origem de uma neoplasia indiferenciada – Em algumas situações não é possível apenas sob base morfológica classificar uma neoplasia maligna como Carcinoma , sarcoma, linfoma ou melanoma . Esta classificação através da Imunoistoquimica é de grande importância na seleção do tratamento, aumentando a eficiência de esquemas radio ou quimioterápicos por serem dirigidos à linhagem específica das células neoplásicas.
2) Subtipagem de Neoplasias – Exemplos desta aplicação são os Linfomas ( Hodgkin e não-Hodgkin) , os quais tem vários subtipos ,sendo importante a subtipagem para adequado tratamento.
3) Caracterização da origem de Carcinomas - Atualmente a Imunoistoquimica tem importante papel na caracterização de sitio primário de carcinoma metastático, estando disponíveis uma gama de anticorpos específicos com esta finalidade permitindo direcionar e até mesmo precisar o sitio primário da neoplasia metastática.
4) Discriminação de natureza “benigna “versus “maligna”de determinadas proliferações celulares – Em situações especiais o encontro de determinadas moléculas caracteriza um comportamento biológico não identificável em bases puramente morfológicas. Exemplos desta situação são a presença de células basais ( Positivas para p63 e citoceratinas de alto peso molecular ) em proliferações prostáticas benignas e a ausência da expressão de produto do gene Bcl-2 em linfadenites reacionais .
5) Pesquisa de fatores prognósticos e preditivos das neoplasias - Exemplo desta aplicação é a avaliação imunoistoquimica do câncer de mama. O uso desta técnica na pesquisa de fatores preditivos e prognósticos ( Receptores hormonais e produtos de oncogenes como Her2-neu ) em câncer de mama permite identificar pacientes que poderão se beneficiar de tratamentos específicos, contribuindo na decisão terapêutica .
Este exame é realizado em preparados citológicos, em cortes histológicos de amostras incluídas em parafina ou obtidos de tecidos congelados e cortados em criostato. Este exame já é realizado em nosso laboratório e para maiores informações entre em contato pelo fone: 3221 9141 (Raquel ou Dr. Gerônimo Júnior)