Nome do exame:
Assine nosso informativo e tenha informações exclusivas da LAPAC
RESUMO CLINICO : Paciente feminino, 40 anos, com tumoração pancreática
MICROSCOPIA : Os cortes histológicos demonstram neoplasia constituída de células com núcleos redondos e ovais, uniformes, com fendas e escasso citoplasma. As células mostram-se arranjadas em monocamadas e por vezes esboçando papilas . Realizamos estudo imunohistoquimico complementar sendo as células positivas para Vimentina, CD10 e receptor de progesterona..
DIAGNÓSTICO : TUMOR SÓLIDO PSEUDOPAPILAR
COMENTÁRIO : O tumor sólido psedopapilar do pâncreas é uma neoplasia rara. Foi observado pela primeira vez, em 1927, em uma mulher de 19 anos. No entanto, em 1959, por Frantz, que relatou quatro casos que haviam sido erroneamente diagnosticados como tumores não funcionantes das células da ilhota, e descreveu este tumor como uma nova entidade, denominando-o “tumor papilar do pâncreas”.
São tumores pancreáticos malignos excepcionalmente raros,representando aproximadamente apenas 5% dos tumores císticos do pâncreas e 1% a 2% dos tumores exócrinos pancreáticos. Contudo, nos últimos anos, estes tumores têm sido identificados com maior freqüência em virtude do maior conhecimento sobre sua existência, da maior disponibilidade de marcadores imunoistoquímicos .
A freqüente positividade para receptor hormonal sugere ser uma neoplasia hormônio-dependente. Geneticamente este tumor é diferente do adenocarcinoma usual e quase sempre exibe mutação do gene da Beta-catenina O tratamento permanece cirúrgico em grande parte, sendo a Quimioterapia e radioterapia relatadas como ineficazes no tratamento desses tumores . O prognóstico é excelente,embora haja relatos de casos com recidiva e metástase hepática.